Vejam bem seus desgraçados! Antes de me chamarem de mestre, senhor, iluminado, jedi ou qualquer outra denominação para minha humilde habilidade de beber, vocês deviam dar uma passadinha no Bregareia. Aquela festa sim, reúne todo os mestres da manguaça. Por exemplo, quando cheguei por lá, tinha um cara com 5 canecas no pescoço, voltando do hospital, de onde tinha acabado de tomar uma dose de glicose, indo para a festa novamente, para continuar a beber!! Vi até o furo da agulha no braço do maluco lá. E o maldito ainda teve raciocínio pra guiar a gente!! Se bem que não deu muito certo não, mas tudo bem. O que importa é que a gente vá conferir no próximo ano, para não dizerem por aí que minto.
Leiam isto, suas Pacas!!!
Setembro 28, 2005Antes que me processem
Setembro 20, 2005Aê, numa boa. Os personagens aí do Contos da Terra Alta são produtos fictícios, que não se espelham de maneira alguma com a realidade. Bem, pelo menos se espelham só um pouquinho. Eu só pego alguma história engraçada que rola pela galera aqui e transformo num personagem qualquer. Não quer dizer que fulano é a cópia fiel de Blue Jazzitos, ou sicrano é o Frôxo xerocado.Esclarecido isto, posso continuar as histórias tranquilo. Melhor se precaver, não é?
Contos da Terra Alta – Parte IV
Setembro 15, 2005-E VOCÊ? VAI QUERER O QUÊ??Frôxo começou a dar risinhos nervosos. Era uma reação natural que ele tinha a qualquer tipo de interação social.
-EU CONTEI ALGUMA PIADA??
-N-não senhor! – Frôxo se surpreendeu com o tom firme da sua própria voz.
-POIS ENTÃO, TÁ RINDO DO QUÊ?
-N-nada não, senhor!
-ENTÃO PEÇA LOGO O QUE VAI QUERER, SEU IDIOTA.
Frôxo respirou fundo e falou de uma vez:
-Quero um copo de leite.
O som saiu fraco, quase inaudível. Moreno escutou bem o pedido, já que era treinado para escutar pedidos, mas não acreditou. Perguntou para se certificar:
-CÊ PEDIU O QUÊ??!? UM COPO DE LEITE?!?
-F-foi. – Respondeu Frôxo no mesmo tom de voz de antes.
-Ô, SEU IMBECIL! VOCÊ POR ACASO É MENINO PRA TOMAR LEITE?
-N-não, mas…
-ENTÃO PEÇA BEBIDA DE HOMEM, QUE TENHA ÁLCOOL. ONDE JÁ SE VIU!! SÓ FALTA DIZER QUE É AINDA VIRGEM…
Na verdade, Moreno fez essa última observação para descontrair o lugar. Só que ele não contava com a inocência de Frôxo.
-B-bem, na verdade, sou. – Disse entre mais uma crise de risinhos nervosos. O rato começou a rir. O homem alto estava bêbado demais para entender alguma coisa, por isso não riu. Moreno também não riu, pois ficou atônito. Pensou que Frôxo estivesse caçoando dele.
- O QUÊ?!? VOCÊ TÁ BRINCANDO COMIGO É? SAIA DAQUI DONZELO! LOOOOGO, ANTES QUE EU QUEBRE SUA CARA!!
Frôxo saiu correndo. Pelo menos isso ele fazia bem. Quando achou que estava em uma distância segura da taverna, parou para recuperar o fôlego. Escutou então alguém gritar, distante:
-Ô donzelo! Pêra aê!
Ele ia se preparar para correr, mas parou quando viu que era o tal rato gigante que estava na taverna. Decidiu, desconfiado, esperar para ver o que ele queria. O rato chegou, e passou um bom tempo para se recuperar.
-Você corre, hein?
Como não escutou resposta, prosseguiu:
-Desculpa, eu não podia perder essa. Você é mesmo virgem?
-Sou – respondeu Frôxo, mais desconfiado.
O rato começou a rir, segurando o estômago e apontando para a cara do Frôxo. E passou um bom tempo assim. Quando Frôxo, ainda desconfiado, achou que já tinha dado tempo o bastante, interveio:
-Ei, você veio aqui só para rir de mim mesmo?
-Hehe… desculpa, quase esqueci. Você esqueceu sua carteira lá. Toma.
Frôxo, bem mais desconfiado, pegou a carteira. De fato era a sua. Só que não tinha o dinheiro que lá estava antes.
-Ei, meu dinheiro…
-Poxa, devem ter roubado lá na taverna.
-Mas só tinha você e um bêbado…
-O ladrão deve ter sido bem rápido.
Frôxo ficou desconfiadíssimo. Algo lhe dizia que aquele rato estava mentindo.
-Tá, então obrigado, acho.
-Não tem de quê.
-Até logo, então.
-Espera aê, vou te ajudar.
-Hein?
-Eu disse que vou te ajudar. Qual teu nome, ó donzelo?
-Frôxo…
-Um nome que vem bem a calhar, hehehe. Chamo-me Blue Jazzitos. Estou aqui para ajuda-lo a perder sua virgindade.
-O quê? Sou virgem, mas ainda não sou viado.
-Você me entendeu mal, eu quis dizer que vou arranjar uma garota pra você.
-Como?
-Não se preocupe, tenho um plano.
Frôxo nunca tinha ficado tão desconfiado em toda sua vida. Aquele rato queria lhe ajudar? Será que ele realmente era uma boa alma? Afinal ele o seguiu somente para devolver a carteira. Talvez tivesse mesmo boas intenções. O que ele devia fazer então? Aceitar aquela ajuda inesperada? Veremos no próximo capítulo.
Contos da Terra Alta – Parte III
Setembro 6, 2005Vocês podem estar se perguntando: quando é que vai começar de fato a história? Agora que apresentamos a Terra Alta e alguns dos seus personagens, podemos narrar a saga de Frôxo Bolseiro e sua incrível aventura na destruição do Anel Alheio. E esta história não começa em um condado, como vocês poderiam imaginar, mas sim em uma taverna. Não qualquer taverna, mas sim a Taverna do Lunático.A tal Taverna do Lunático é um dos poucos lugares decentes, pra não dizer o único, onde um autista pode comer e beber, embora muitos prefiram fazer tais coisas em suas próprias casas. O seu dono é um nem sempre tão simpático moreno chamado de… Moreno. Ele também acumula todas as funções no estabelecimento, desde a cozinha até a faxina. Por isso é que os pedidos na Taverna do Lunático demoram até mesmo semanas para serem atendidos, além do lugar ser uma imundície. E é por isso também que Moreno nem sempre é tão simpático.
Pois voltemos a história então. Um belo dia, nosso herói Frôxo resolveu passear pela Terra Alta. Ele era um rapaz de bom coração e bastante inocente. Tão inocente que, mesmo nos seus 25 anos de vida, jamais teve contato físico com uma garota. Como foi dito antes, a saga deste invicto começou quando ele pôs os pés na Taverna do Lunático. Estava anoitecendo e o movimento ainda estava fraco. Haviam apenas um rato gigante vestido de bobo da corte, um homem alto, magro e completamente bêbado e um gordinho simpático que, pelo jeito que insistia no seu pedido, ainda não conhecia a forma que a taverna funcionava. Moreno tentava explicar-lhe pacientemente:
-CAAAALMA! TÁ PENSANDO O QUÊ?!? SÓ PORQUE PEDIU SEU CACHORRO QUENTE HOJE…
-Foi um hambúrguer…
-NÃO ME INTERROMPA! COMO EU IA DIZENDO, SÓ PORQUE PEDIU SEU CACHORRO QUENTE HOJE, NÃO SIGNIFICA QUE VAI COMER HOJE, TÁ ENTENDENDO?!?!? A GENTE NEM COBRA 10% AQUI, E VOCÊ AINDA EXIGE PRESSA NO PEDIDO?!? TÁ PENSANDO O QUÊ?!?
-T-tá bom, volto o-outro dia, não tem pro-problema.
O gordinho saiu antes que algo pior acontecesse. Frôxo engoliu em seco e foi sentar-se em uma mesa, o mais discreto possível. Esperava sua vez de ser atendido.
Contos da Terra Alta – Parte II
Setembro 5, 2005Já que tocamos no assunto, apresentemos Você-Sabe-Quem. Trata-se da criatura mais chata e mentirosa da Terra Alta. Ninguém sabe ao certo como ele surgiu. Acredita-se que tenha nascido do cruzamento de um disco voador com um gnomo, mas como toda história sobre ele, trata-se apenas de mera especulação. Logo quando chegou, fez amizade facilmente com todos os autistas, mesmo a contragosto de alguns. Não demorou muito para perceberem que ele se tratava de um belo pé no saco. O tipo de amigo que você propositadamente esquece de chamá-lo para uma festa em sua casa, mas mesmo assim ele aparece de penetra. De fato, Você-Sabe-Quem é tão incrivelmente inconveniente que, se alguém pronunciar seu nome por três vezes, ele irá materializar-se ao lado desse infeliz e não sairá até que conte uma maravilhosa história verídica vivida por ele.
O nome Você-Sabe-Quem vem justamente dessa pequena praga. Os autistas decidiram proibir o uso do nome dele por, pelo menos, três gerações. A idéia era fazer todos esquecerem o maldito nome. Começaram então se referir a ele pela alcunha já mencionada. Mas mesmo assim, ainda há aqueles que conhecem seu verdadeiro nome e o guardam na memória, pronto para usá-los contra seus inimigos. Já houve casos de autistas que inadvertidamente recitaram um poema suspeito qualquer e tiveram que escutar as mentiras de Você-Sabe-Quem por um longo tempo.
Pelo menos um talento pode-se dizer que o maldito tem. Contar mentiras. Você-Sabe-Quem é simplesmente incapaz de falar a verdade. Dizem que, se ele o fizesse, negaria sua existência. E ele explora esse talento para criar histórias que nem mesmo sua mãe acreditaria (tanto a sua quanto a dele). Para citar alguns exemplos, temos a clássica narrativa da pesca de um lampião aceso nas águas do Paúl, ou a incrível história do seqüestro dele por um harém. São histórias passadas por gerações, para que os autistas nunca esqueçam da sempre presente ameaça de Você-Sabe-Quem.
Contos da Terra Alta – Parte I
Setembro 5, 2005Era uma vez um lugar fantástico, maravilhoso e extremamente chato chamado Terra Alta. Muitos desconheciam sua existência e os poucos que conseguiam chegar lá se arrependiam totalmente depois de poucos minutos. A terra era amaldiçoada por uma total falta do que fazer, que levava todos aqueles que pisassem seu solo à loucura. Por isso, e também por um malvado trocadilho, os seus habitantes eram conhecidos como autistas e surpreendentemente tinham um grande conhecimento da fantástica mágica que cercava aquele lugar. Não que a Terra Alta tivesse sido desde sempre mágica. Para falar a verdade, era um lugar desolado e totalmente normal, que não interessava a ninguém. Já nessa época, a maldição da falta do que fazer (chamada pelos autistas de “Maldição da Morgação Sem Fim”) assolava aquele mundo. Por motivos ainda desconhecidos dos historiadores locais, os primeiros autistas surgiram. Afetados pela maldição, tentaram preencher seus tempos desenvolvendo um curioso passatempo chamado de Fofoquiromancia, a misteriosa arte mágica da adivinhação da vida alheia.
A Fofoquiromancia foi usada tão exaustivamente na Terra Alta que acabou criando uma espécie de eco mágico no local. Lugares mágicos foram acrescidos, animais mágicos surgiram, plantas mágicas floresceram, conhecimentos mágicos afloraram, indústrias mágicas se estabeleceram e duas importantes conseqüências mágicas se abateram sobre os autistas. Tão importantes que viraram leis naturais. A primeira diz: “Não importa quão distante o autista esteja da Terra Alta, alguém sempre saberá o que ele fez”. E quanto mais vergonhoso foi o ato do autista em questão, mais rápido a notícia se espalhará pela Terra Alta. A segunda lei é proclamada pelos autistas com um simpático provérbio: “Se tu acenderes um fósforo ao leste da Terra Alta, tenhas certeza de que, ao oeste, todos saberão que incendiaste uma floresta”. Ou seja, todo autista aumenta, só um pouco, a história que escuta. Por isso que nunca se deve confiar em uma história contada por um autista. Há quem diga que a segunda lei é conseqüência da presença de Você-Sabe-Quem no lugar, mas os historiadores confirmaram que a lei existia muito antes dele. O mais aceito é supor que Você-Sabe-Quem (você ainda não sabe, mas saberá) foi atraído pela energia inverídica criada pela segunda lei.
Novo blog, nova vida
Setembro 5, 2005Estamos recomeçando nossas atividades em um novo blog. O antigo estava com uns problemas de caráter administrativo (perguntem ao Sr. Patrick). Mudamos a gerência, criamos um blog mais limpo, eficiente, bonito e charmoso, mas com o propósito de sempre: contar as besteiras que correm entre o pessoal do bairro.Vou postar novamente os contos da Terra Alta aqui, para facilitar na hora de acompanhar as novidades. Quem ainda não sabe, os contos da Terra Alta é uma tentativa frustrada de unir as histórias fantásticas de Tolkien com o humor de Douglas Adams.
E por último, mas não menos importante: se você é altiplanense, nem que seja de coração, mande um e-mail para que possa adicioná-lo aqui. Quanto mais desocupados preenchendo isso aqui, melhor.
Escrito por Big_DJouse
Escrito por Big_DJouse
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