Merda. Este teste está mentindo. Tem que estar:

My blog is worth $0.00.
How much is your blog worth?
PS.: eu editei o resultado na hora de colar na página. Só aumentei um pouquinho o valor. O segredo fica entre nós, ok?
Merda. Este teste está mentindo. Tem que estar:

My blog is worth $0.00.
How much is your blog worth?
PS.: eu editei o resultado na hora de colar na página. Só aumentei um pouquinho o valor. O segredo fica entre nós, ok?
Já passava da meia-noite. A lua cheia lançava sua pálida luz entre as árvores daquela densa floresta. A neblina adensava-se em uma macabra dança, enquanto o silêncio, brevemente entrecortado pelo piar de uma coruja, era o arauto do medo. Dois amigos, totalmente embriagados, perambulavam sem rumo neste cenário sombrio, totalmente alheios ao perigo que os cercava. Um deles, um magro alto, contava piadas sem graça para o companheiro, que tentava a todo custo fazer uma ligação num celular imaginário. Mal sabiam eles que caminhavam pelo sombrio cemitério clandestino da Terra Alta. Um lugar amaldiçoado por muitos e visitado por poucos.O magro de repente tropeça em algo. O seu companheiro tropeça solidariamente. Com esforço, ele consegue enxergar um banco daqueles usados em praças e afins. Na verdade, ele tinha visto uma lápide, mas seu estado de alcoolismo não permitia fazer tais distinções. Num lampejo de lucidez, ele perguntou-se o que um banco estaria fazendo ali, no meio do mato. Como não conseguiu reaver o raciocínio, perguntou ao colega:
- Ô Zé (hic), pra que esse banco tá aqui (hic)?
- Ô seu imbecil (hic)! É pra nóis sentar (hic).
- Ah é (hic)! Então vamo terminar (hic) a garrafinha de pinga que eu trouxe (hic).
E assim os dois se sentam e começam a esvaziar a garrafa ali mesmo. Quando a mesma chega na sua metade, um dos dois avisa:
- Peraê (hic)! Vou fazer uma ligação… – ao dizer isso, coloca sua mão em forma de concha na orelha – Alô? É o Djabo?! Já tô chegando!
Se ele soubesse o quanto suas palavras eram verdadeiras, talvez nunca tivesse dito isto. Logo após, ele deixou derrubar a garrafa derramando o precioso líquido no chão. Após o descuido (que nem foi notado pelos dois), seu companheiro fez a seguinte proposta:
- Ei, Zé (hic)! Vamo vê quem (hic) conta a mintira mais braba??
- Rá! Ganho facin, facin (hic). Começa tu.
- Tá bom (hic). Teve uma vez que eu (hic) fui nadar no lago de tarde. Daí me deu um soooono (hic). Tirei um cuchilo dibaixo dágua mermu. Só fui acordá quando já tava de noitinha.
- Que mintira da porra, Zé!! – os dois se chamavam Zé – Ta pior que Você-Sabe-Quem!
Um relâmpago ilumina a noite e um trovão sinistro acompanha o simples mencionar do nome maldito. Uma coruja passa voando por ali perto. Os dois, alheios ao que acontecia, continuam a inventar mais histórias, sem saber que na verdade estavam despertando algo que devia ficar perdido para sempre ali.
- Tem outra boa (hic)!! Um dia desse, depois de um toró daquele brabo, cum truvão e tudo, fui dá um passeio nu mato. De repente ouvi aquele baruio estranho (hic). Cheguei perto da moita e o baruio lá, só chiando. Dei um tapa na moita e pá! Num é que tinha um raio preso lá dentro?
Neste momento um raio cai entre eles, atingindo a lápide. Uma mão sai do solo e uma voz bradou:
- Essa história foi boa, mas tenho uma melhor!! BWHAHAHAHA!!!!!!
- Quem que tá falanu??
A adrenalina começou a pulsar nos dois amigos. Disputava o controle do corpo deles com o álcool. Enquanto discutiam, o medo ficou tomando conta dos dois.
Então ele surgiu. Um ébrio cheiro de limão invadiu o ar, enquanto os dois tremiam diante a sua presença. Era simplesmente o pesadelo de todo autista, aquele cujo nome faz tremer muitos. Você-Sabe-Quem.
- C-CORRE ZÉ!!!
- Não adianta escapar! Vocês vão escutar minha história!!
-NÃÃÃOOO!!!!
O primeiro deles (o que mandou recado para o diabo) foi uma vítima fácil. Não conseguiu escapar a tempo de beber o líquido maldito que estava em uma garrafa empunhada pelo Mentiroso e caiu morto no chão. O segundo correu o máximo que podia, mas não pôde evitar escutar a história de Você-Sabe-Quem. Foi uma mentira tão grande que fritou o cérebro do pobre rapaz (não citaremos a mentira por motivos óbvios). Você-Sabe-Quem ficou triste por ter que beber sozinho, mas fez uma promessa a si próprio:
- BWHAHAHAHA!!! Já era tempo de retornar!! Que os autistas tremam, pois serei amigo de TODOS!!! BWAHAHAHAHA!!!!!!!
E assim saiu rumo a um destino desconhecido. Um destino que com certeza influenciaria na vida de todos os autistas. A ameaça estava pairando mais uma vez sobre a Terra Alta. Quem poderia proteger os pobres autistas? Aguardem o próximo capítulo.
Bem, já que temos idiotas visitando este blog que não sabe usar os recursos que têm em mãos, decidi remover a possibilidade de se comentar como anônimo.
- Mas como vou te encher o saco agora, Juba?
Não se desesperem. Pra você, que quer comentar no nosso blog e continuar falando asneiras, ainda há uma forma. Primeiro, se quiser preservar seu anonimato, crie um e-mail falso. Tem muitas opções de e-mails gratuitos por aí, que aceitam qualquer bobagem como dados cadastrais. É só procurar.Criou o e-mail? Beleza! Agora é só criar um cadastro no blogger.com. A partir daí você já pode comentar, não como anônimo, mas sim com um pseudônimo. Ahá! Sacaram a jogada? Vamos, pelo menos, dividir os anônimos em categorias.
Ah, e não reclamem. Fazer um cadastro no blogger.com não dói, só dá trabalho. É o mínimo que vocês devem fazer para pagar as pentelhações que irei sofrer futuramente.
Obrigado a todos, até mais.
PS.: Antes que me peçam, já estou trabalhando no capítulo VI I/II. Por favor, não me amolem.
A primeira coisa que Frôxo e Blue trataram de fazer foi contratar um guia. Só que, depois de passar seis dias a procura de alguém para levá-los com segurança ao Paul, eles estavam a ponto de desistir. O dinheiro que Blue conseguiu de Frô… da venda dos elefantes já estava se esvaindo. A única esperança estava em um vilarejo próximo, na qual eles ouviram rumores de existir um experiente guia vivendo por lá.Ao chegarem no vilarejo, os dois se surpreenderam com o tamanho deste. Era apenas uma rua, com uma mangueira em um dos terrenos baldios. Incrivelmente, era uma das vilas mais famosas das Terras Altas, a vila da Mangueira. O motivo de tanta fama nenhum historiador conseguiu explicar ainda.
Frôxo e Blue entraram na taverna mais próxima. Era uma taverna pobrezinha, que nem chegava a lembrar o luxo presente na taverna do Lunático. Os dois se acomodaram em uma mesa. Blue alertou Frôxo:
- Olha, não peça leite. Não queremos chamar atenção.
Frôxo assentiu com uma série de risinhos nervosos. O taverneiro aproximou-se deles:
- O que vai ser?
- Informação. Na verdade estamos aqui a procura de um nobre cavaleiro retirado, que agora trabalha como guia – ao dizer isto, Blue deixou uma moeda sobre a mesa.
- Barangorn? É, ele vive aqui sim. É só procurar a casinha no fim da rua.
- Valeu, truta! Vambora, Frôxo. É hoje que a gente encontra o guia!
E assim, os dois foram em busca do ilustre cavaleiro-guia. Ao chegar na casinha, viram aquela figura trajando um chapéu de palha, palitando os dentes.
- É por acaso vossa ilustre figura que se intitula, por mérito e honra, Barangorn? – disse Blue fazendo inúmeras reverências. Frôxo não entendeu nada do porquê de tanta formalidade. Ele não sabia que estava diante de uma das lendas da Terra Alta, aquele que um dia já foi chamada de Sir Barangorn, um dos mais nobres cavaleiros que pisaram aquele solo. Depois de um cutucão de Blue, ele também fez uma mesura.
- Tou tim tinhô! Tem ta terenu falá cumigu?
- É o quê??!?!? Que foi que ele falou?
Blue deu um tapa em Frôxo e alertou-lhe num cochicho:
- Cala a boca, idiota. Este homem pode matá-lo com um simples movimento. Ele já foi um dos grandes desta terra.
- E ele não aprendeu a falar?? O que…
Frôxo não teve oportunidade de completar sua pergunta, pois levou outra tapa de Blue. Este por sua vez, dirigiu-se a Barangorn, com toda a adulação que lembrava de possuir:
- Ó grande e honrado que-uma-vez-foi-mas-sempre-será ilustre cavaleiro das Terras Altas, salve, salve! Viemos nós aqui, eu e este imbecil, humildemente pedir-vos a vós que por sua graça e incontestável senso de justiça e caridade, nos auxilie e ajude a encontrar uma criatura que vive nos pântanos do Paul.
- Tinte mueda de ôro*.
- Hein?
- Meu preçu. O tinhô acha qui trabaio de grata?
- Mas, mas… e toda aquela história de honra, caridade, e tal?
- Tou honrádu, mai num tou burro.
- O senhor parcela?
- Podi te, tim tinhô.
- Ótimo. Frôxo, cadê seu cartão?
- Ué, pensei que você tivesse dinheiro suficiente.
- Não discute. Traz ele aqui.
- Ta bom, tá aqui, toma.
Uma vez que o pagamento foi efetuado, Barangorn tratou de fazer os preparativos da viagem. Depois de reunir os mantimentos, foi a vez de reunir as armas. Afinal, nunca se sabe quando se precisará de uma.
- Ispere aqui, qui vou pegá umas armatura e ispata de mítil pá nois.
- Armadura e espada de quê ele disse?
- Mithril**.
- Mithril?? Caraca!!! Ele tem arma de mithril aqui???!?
Depois de todos os preparativos prontos, os três partiram em viagem. Não tardou muito para que se metessem em mais confusão, mas isto é história para um outro capítulo.
_____________________________________________________
* moedas de ouro: umas das unidades monetárias utilizadas nas Terras Altas. Correspondem cada uma a, mais ou menos, R$ 1.000,00. Lógico que esta conversão sofre diversas flutuações, fruto da economia autista.
** mithril: material extremamente resistente e raro, considerado ainda mais duro que o diamante, embora seja extremamente leve. Muitos acham que se trata de um minério raríssimo, enquanto os mais esotéricos afirmam que ele é extraído das escamas de um dragão. Na verdade, o mithril é uma iguaria da culinária autista. É nada mais que raspas de quenga de côco, assadas com farinha de mandioca e diversos condimentos típicos dos autistas. Depois de uma semana, ela fica tão dura que é praticamente inquebrável. Isto explica o porquê da sua raridade. Ninguém agüenta esperar uma semana sem comê-la. É normal qualquer ferraria que trabalhe com mithril falir, por simples falta de material. Isto explica também a surpresa de Frôxo quando soube que Barangorn tinha armas forjadas em mithril na sua casa. Sua reação deve-se, em segundo lugar, por saber quão raro é o mithril e, em primeiro lugar, por estar faminto na hora.
Frôxo se perguntava como pôde ter desconfiado de Blue Jazzitos. O luxuoso quarto em que eles descansavam agora era prova da honestidade e boa índole do rato. De início, Frôxo ainda teve a coragem de pensar que Blue Jazzitos estivesse pagando aquele quarto para eles com o dinheiro que havia roubado da sua carteira. Mas tranqüilizou-se ao saber que se tratava da comissão que Blue havia recebido por vender dois elefantes alados cor-de-rosa a um alemão anão dono de um circo romeno. Frôxo nunca tinha visto alguém com tamanho desapego por dinheiro. Com as dúvidas esclarecidas, Blue Jazzitos explicou-lhe o plano que tinha em mente. Na verdade, ele estava procurando um lugar lendário, conhecido como “A Preaca”. Conforme rezava a lenda, lá um homem podia viver o resto da sua vida em luxúria constante. Não havia como Frôxo continuar invicto neste lugar. Blue Jazzitos dissera-lhe que tinha provas da existência da “Preaca” e estava decidido a encontrá-la. Na verdade ele não tinha muitas pistas por onde começar, mas contava com a ajuda de Frôxo. Afinal, segundo ele, duas pessoas procurando é melhor que uma. Frôxo decidiu ajudar por dois motivos. Primeiro, era uma ótima oportunidade para conhecer a Terra Alta. Segundo, se havia uma possibilidade, mesmo ínfima, de que ele pudesse finalmente fazer sexo, ele teria que segurar a chance. No dia seguinte, quando saíam da estalagem, uma figura curiosa veio falar com eles: - Eu soube que vocês estão em busca da “Preaca” – disse o baixinho esquisito, fazendo o sinal das aspas com as mãos. Não se podia ver seu rosto, já que usava um capuz. Blue Jazzitos ficou surpreso: - Mas como é que você sabe do nosso plano? Eu não contei a mais ninguém! - Eu sei sabendo. Não importa, estou aqui para ajudar vocês.
- Mas quem é o senhor? – Perguntou Frôxo.
- Uskabba San Safadu Dimás, às suas ordens – respondeu o baixinho encapuzado, fazendo uma mesura.
- Não interessa quem ele é! Como foi que você soube? Desembucha! – Blue Jazzitos não parecia mesmo querer demonstrar sinais de confiança.
- Como eu disse, isso não importa. Só estou aqui agora para lhes dar uma dica. Existe alguém que uma dia esteve na “Preaca” – outra vez o baixinho encapuzado fez o sinal das aspas com as mãos – Ele pode servir de guia à vocês.
Frôxo estava interessado:
- Ah, é? E onde a gente encontra ele?
- No pântano do Paul. Ele já não lembra mais seu próprio nome, mas atende pela alcunha de Gózzum.
- Gózzum? – Blue ficou pensativo. Já tinha escutado esse nome em algum lugar.
- Isso mesmo. Muito cuidado, pois o Paul é a morada de Flautulos, o Fedorento. Se eu fosse vocês, contrataria alguém para levá-los com segurança até lá.
- Nunca vi alguém dizer tanta besteira. Gózzum, Flautulos, Paul. Esse cara tá mentindo. Vamos embora, Blue – Frôxo segurou o braço de Blue Jazzitos e começou a arrastá-lo. - Espera, idiota. Já ouvi falar desse pessoal todo aí. Talvez o maluco esteja certo. Ô Uskabba, sabe como…. ué? Cadê ele? No momento de distração causado por Frôxo, o misterioso ajudante já havia desaparecido. -Tá vendo, seu imbecil? Agora o maluco desapareceu.
- Bem, pelo menos temos uma dica. Vamos procurar pelo tal do pântano do Paul.
- Fazer o quê, né?E assim nossos heróis partiram para o Paul, com esperanças de encontrar com o tal Gózzum. Mal sabiam eles dos perigos que iam enfrentar.